Verão dos Ovos de Ouro. Lições para o Retalho

Existe uma velha fábula atribuída a Esopo sobre uma galinha (ou gansa, dependendo da versão) que todos os dias oferecia ao seu dono um ovo de ouro. Uma fonte de riqueza constante, previsível, quase confortável. Até ao dia em que a ambição falou mais alto: o dono decidiu abrir a galinha para retirar de uma vez todo o ouro que imaginava existir lá dentro. O resultado foi imediato e brutal. Ficou sem galinha e sem ovos.

Pedro e o Lobo: Talento ao Espelho

Há poucas semanas, na minha empresa, vivemos dois episódios que, não fossem tão reveladores do momento atual, até dariam para contar com algum humor num café entre colegas.

Os Três Porquinhos no Retalho: Crenças e Ilusões

Num setor habituado a viver de margens baixas e decisões rápidas, o retalho alimentar em Portugal e no mundo enfrenta hoje um dos seus testes mais exigentes. A pressão sobre os preços – alimentada por custos energéticos, transporte, matérias-primas e instabilidade geopolítica – deixou de ser episódica para se tornar estrutural.

Jangadas de Pedra: Retalho Resiliente!

Se há coisa que o retalho alimentar já aprendeu é esta: aconteça o que acontecer, alguém vai precisar de pão, leite e papel higiénico. Sempre! Pode chover, trovejar, faltar a luz, subir o combustível ou cair uma árvore à porta da loja. No dia seguinte, lá estão os clientes. E, normalmente, com lista na mão.

2026 no Retalho: O regresso de Darwin?

A NRF voltou a Nova Iorque com o habitual espetáculo: palcos gigantes, luzes, slogans inspiradores e palavras-chave suficientes para encher vários cartões de bingo – AI, omnichannel, phygital, agentic, seamless, customer centricity. A diferença é que, desta vez, o setor parece ter acordado para uma verdade pouco glamorosa: já não há tempo para brincar às tendências.